Pólipos nasais são massas de aspecto translúcido, em forma de cachos de uva ou em gota, indolores, geralmente inflamatórios e sem risco de evolução para câncer. Os pólipos nasais não têm origem no nariz, mas sim nos seios da face. Portanto, são considerados com um tipo de sinusite.
Os pólipos não são uma doença, mas sim um sinal ou uma característica de uma doença que é a sinusite crônica. Esta, por sua vez, pode ser subdividida em vários tipos, cada uma com seus mecanismos moleculares distintos e características clínicas específicas.
Os pólipos não são uma doença, mas sim um sinal ou uma característica de uma doença que é a sinusite crônica.
Alguns tipos de sinusite são mais propensos a formação de pólipos como a sinusite eosinofílica (subtipo mais comum de pólipos), doença respiratória exacerbada pela aspirina (subtipo mais grave), sinusite fúngica alérgica (pólipos associados a hifas fúngicas no interior dos seios da face), pólipos coanais (cistos no interior do seio maxilar ou esfenoide e pólipo na cavidade nasal) e sinusite associado a fibrose cística (mais comum em crianças).
Por uma questão de prevalência muito maior e gravidade, a partir de agora irei falar apenas dos pólipos eosinofílicos e o associado a exacerbação com aspirina. Além disso, apresentam mecanismos de doenças parecidos como a inflamação Th2, causando aumento de eosinófilos e marcadores inflamatórios (interleucina 4, 5 e 13).
Os principais sintomas dos pólipos nasais são:
Muitas vezes, a sinusite eosinofílica está associada à asma. O prognóstico da sinusite com pólipos é pior quando a asma está presente. Muitas vezes, a sinusite precede o aparecimento da asma. Hoje sabemos que o tratamento precoce da sinusite eosniofílica evita ou retarda o aparecimento da asma. Além disso, em pacientes com asma associada a sinusite eosinofílica, o pulmão tende a melhorar quando controlamos a doença do nariz e seios da face.
Em uma parcela dos pacientes com pólipo e asma, pode haver a piora dos sintomas nasais ou pulmonares após a ingestão de anti-inflamatórios como nimesulida, aspirina, diclofenaco ou até dipirona. Esses pacientes são diagnosticados como Doença Respiratória Exacerbada pela Aspirina (DREA) e apresentam os piores sintomas sendo a doença de mais difícil controle. Outras doenças associadas são a dermatite alérgica e a esofagite eosinofílica.
O diagnóstico se dá através dos sintomas e com a confirmação através de exames como a videonasofibroscopia (presença de pólipos bilaterais) e tomografia de seios da face. Esses exames são de extrema importância pois podem diferenciar de outros tipos de sinusite, de tumores e mucoceles.
Para a confirmação de sinusite eosinofílica, é necessária a presença de eosinófilos aumentados no hemograma ou no tecido polipóide removido durante a cirurgia. Saber se ele é eosinofílico é de extrema importância pois tratamentos como corticóides nasais e imunobiológicos funcionam melhor nesse grupo de pacientes.
Em resumos, pólipos nasais não são uma doença, mas a manifestação de uma doença maior que é a sinusite crônica. Os pólipos podem estar presentes em vários subtipos da sinusite, sendo a eosinofílica a mais prevalente. Exames são necessários para avaliar a extensão e os seus subtipos.