E quando a cirurgia do seio maxilar (sinusectomia) falha? O que é a mega antrostomia?
Sinusite crônica
Os seios maxilares são os maiores seios da face em volume. Estão presentes na maçã do rosto e são vizinhos dos olhos, dentes superiores e cavidades nasais.
A drenagem do muco do seio maxilar ocorre de forma anti-gravitacional (vai contra a gravidade). O muco presente no seu assoalho precisa subir em direção ao seu óstio (saída do seio e entrada no nariz), já que este fica localizado na porção mais alta. Para que esse muco seja drenado, existem os cílios, que são estruturas microscópicas que batem em direção ao óstio para fazer com que o muco saia dos seios. Devido a esse fluxo de drenagem contra a gravidade, o seio maxilar é o mais acometido pelas sinusites pois esse muco que não consegue sair pode ser infectado.
Sinusite crônica
Os seios maxilares são os maiores seios da face em volume. Estão presentes na maçã do rosto e são vizinhos dos olhos, dentes superiores e cavidades nasais.
A drenagem do muco do seio maxilar ocorre de forma anti-gravitacional (vai contra a gravidade). O muco presente no seu assoalho precisa subir em direção ao seu óstio (saída do seio e entrada no nariz), já que este fica localizado na porção mais alta. Para que esse muco seja drenado, existem os cílios, que são estruturas microscópicas que batem em direção ao óstio para fazer com que o muco saia dos seios. Devido a esse fluxo de drenagem contra a gravidade, o seio maxilar é o mais acometido pelas sinusites pois esse muco que não consegue sair pode ser infectado.
Sinusite crônica do seio maxilar
Nos casos de sinusite crônica no maxilar é comum que realizemos a cirurgia para melhorar a drenagem da secreção ou sinusectomia. Ela consiste na remoção de um ossinho chamado processo unciforme. Além disso, removemos tecidos inchados, fungos ou pólipos que acabem estreitando ou obstruindo a drenagem dos seios. Isso melhora a saída do muco acumulado e permite que a lavagem alcance o seio maxilar auxiliando na limpeza e em alguns casos no acesso de medicações (como o corticóide da lavagem). A drenagem melhora bastante mas ainda depende do funcionamento adequado dos cílios.
A cirurgia da sinusite apresenta melhora importante ou cura em cerca de 80 a 90% dos paciente com sinusite sem pólipos.
Na sinusite com pólipos, a maioria não se cura pois a polipose é uma doença imunológica. Nestes casos, a cirurgia tem um papel para facilitar o tratamento e na redução da carga inflamatória.
E quais são as causas?
As causas da sinusite crônica podem ser variadas, incluindo infecções virais, bacterianas ou fúngicas, alergias, pólipos nasais, entre outros. Fatores de risco incluem tabagismo, exposição a poluentes ambientais, condições médicas como fibrose cística ou síndrome de imunodeficiência. É importante salientar que em muitos casos, é difícil identificar uma causa específica e provavelmente a sinusite crônica é causada pela combinação de várias causas.
Causas mais específicas
- Estenose do seio maxilar: alguns pacientes podem apresentar o fechamento do seio por aumento de tecido cicatricial fibrótico.
- Remoção incompleta do ossinho – processo unciforme: quando não removemos completamente esse ossinho, o seio não drena adequadamente.
- Óstio acessório: algumas vezes, além do óstio principal, pode haver esse segundo óstio. O muco sai do seio maxilar pelo óstio principal e entra novamente no óstio acessório. Esse muco nunca sai realmente, o que gera o efeito chamado recirculação, causando sintomas nasais.
4. Sinusite odontogênica: problemas dentários como o canal infeccionado, comunicações entre a boca e o seio maxilar ou implantes com bactérias podem causar infecção crônica no seio maxilar, mesmo após a cirurgia. Identificá-las é de extrema importância para o sucesso do tratamento.
5. Problemas de imunidade: alguns pacientes apresentam problemas de imunidade (imunidade mais baixa) e podem apresentar sintomas recorrentes.
6. “Efeito sumping”: é o acúmulo de secreção na parte mais baixa do seio maxilar devido a falha de drenagem do muco através dos cílios. Esse muco acumulado pode infeccionar.
7. Bola fúngica persistente: na cirurgia da bola fúngica, realizamos a cirurgia habitual e removemos todo o material com fungo. Mas alguns pacientes persistem com a infecção fungica, provavelmente pela drenagem inadequada através dos cílios.
Causas mais específicas
- Estenose do seio maxilar: alguns pacientes podem apresentar o fechamento do seio por aumento de tecido cicatricial fibrótico.
- Remoção incompleta do ossinho – processo unciforme: quando não removemos completamente esse ossinho, o seio não drena adequadamente.
- Óstio acessório: algumas vezes, além do óstio principal, pode haver esse segundo óstio. O muco sai do seio maxilar pelo óstio principal e entra novamente no óstio acessório. Esse muco nunca sai realmente, o que gera o efeito chamado recirculação, causando sintomas nasais.
4. Sinusite odontogênica: problemas dentários como o canal infeccionado, comunicações entre a boca e o seio maxilar ou implantes com bactérias podem causar infecção crônica no seio maxilar, mesmo após a cirurgia. Identificá-las é de extrema importância para o sucesso do tratamento.
5. Problemas de imunidade: alguns pacientes apresentam problemas de imunidade (imunidade mais baixa) e podem apresentar sintomas recorrentes.
6. “Efeito sumping”: é o acúmulo de secreção na parte mais baixa do seio maxilar devido a falha de drenagem do muco através dos cílios. Esse muco acumulado pode infeccionar.
7. Bola fúngica persistente: na cirurgia da bola fúngica, realizamos a cirurgia habitual e removemos todo o material com fungo. Mas alguns pacientes persistem com a infecção fungica, provavelmente pela drenagem inadequada através dos cílios.
E quando o tratamento falha?
O tratamento depende da causa.
Quando o problema é pela remoção incompleta do processo unciforme ou óstio acessório, a cirurgia tradicional é altamente efetiva.
Em caso de sinusite odontogênica, sempre iremos recomendar inicialmente o tratamento dentário adequado.
Problemas de imunidade são tratados clinicamente, seja com vacinas, imunoglobulinas ou antibióticos preventivos.
Já quando o problema é pelo “efeito sumping” ou pela estenose completa do seio, o tratamento recomendado é a cirurgia de resgate, chamada de mega-antrostomia.
E qual o tratamento?
Uma parcela importante dos pacientes não são responsivos ao tratamento medicamentoso e nesses casos, a cirurgia endoscópica nasal é uma opção para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O objetivo da cirurgia é remover pólipos (quando presentes) e desbloquear os seios paranasais obstruídos. Isso permite que o muco não fique preso no interior dos seios da face e tende a diminuir os sintomas e em muitos casos curar a doença. É importante consultar um otorrinolaringologista especialista em doenças nasais se você suspeitar de sinusite crônica para que o tratamento adequado possa ser iniciado.
Grupo de Rinologia do Hospital IPO.
+55 (41) 3094-5707/ 33141500/ 988665947